Cristãos Serenos em um Mundo de Crises

sofrendo[Esta mensagem foi pregada no século dezessete por Thomas Manton. Fizemos uma paráfrase para a linguagem moderna, e a mensagem é tão poderosa hoje quanto naquela época. Cristãos serenos são os que aprendem a se alegrar em toda e qualquer circunstância.]

“Regozijai-vos sempre!” é uma ordem, e uma ordem para todos os cristãos de todos os tempos. Deus está dizendo que Seus filhos devem fazer disso uma questão de consciência: alegrarem-se nEle sempre, e sob quaisquer circunstâncias. O regozijo não deve ser escolha; é uma ordem de Deus. Se formos tentados a entender essas palavras como opção, estaremos questionando os imperativos de Deus para conosco.

Deus não possuirá os nossos corações enquanto não nos deleitarmos nEle. Desejo ampliar essa verdade, desafiando-o a dar três passos para o júbilo em Deus nosso Salvador: 1. Ponha de lado qualquer obstáculo que interfira com o regozijo; 2. Convença-se de que a alegria é necessária; 3. Pratique a alegria sempre.

I. Ponha de Lado Qualquer Obstáculo Que Interfira com o Regozijo

Quero lhe preparar desde já: nem sempre isso será fácil. Por exemplo, como podemos nos alegrar, quando nos convencemos de que foi Deus quem permitiu que as aflições viessem sobre nós, para começar? Não é tolice ficar feliz quando Ele está zangado, ou se alegrar na tragédia que Ele poderia ter evitado?

A gente pode achar que não faz sentido, mesmo quando conseguimos nos alegrar nos problemas e nas perseguições. Como poderemos nos alegrar, quando é a mão do próprio Deus que nos manda correção pesada e dolorosa? Devemos ficar felizes com isso? Quero responder sem hesitação: Deus espera sim que nos regozijemos nas provações que vêm diretamente dEle. “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide, ainda que o produto da oliveira falhe, e os campos não produzam mantimento, ainda que as ovelhas sejam exterminadas, e nos currais não haja gado, todavia eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação” (Habacuque 3: 17-18). Mesmo que Deus escolha nos corrigir com a fome e o insucesso, “todavia eu me alegrarei no Senhor!”

O júbilo espiritual não é ignorância, e nem irreverência, mas honra para Deus – ao nos satisfazermos nEle, mesmo quando tudo mais falha. Uma satisfação piedosa mostra-Lhe que a Sua consolação é tudo aquilo que necessitamos, visto que Ele em Si está fora do alcance dos problemas. Para estender a fé acima das circunstâncias, viver a cada momento numa oculta e alta fenda de amor por Deus, aprendemos a sorrir quando as forças naturais tentam nos fazer chorar. “Da assolação e da fome te rirás, e…não temerás” (Jó 5:22).

Se alegrar no Senhor quando todos os motivos externos para o júbilo cessam, está longe de ser pecado; pois não importando o quão amarga seja a nossa porção no mundo, a nossa herança presente e futura em Cristo está reservada para nós em glória, guardada pelo próprio Deus.

Se Somos Piedosos, Sofreremos Perseguição, Mas Não Seremos Abandonados

Precisamos distinguir entre aflição e o suportar, para que não caiamos no problema. Ambos podem e devem estar juntos, pois em toda tribulação deste mundo deveremos ser “os que choram, como se não chorassem” (I Coríntios 7:30). Em resumo, os problemas são necessários para nos fazer conhecer a força soberana de Deus; nesse ínterim, a Sua consolação torna o problema suportável.

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Certamente que o Deus de toda consolação não deseja que Seus filhos desfaleçam de angústia, como se toda alegria tivesse acabado. Nunca estamos totalmente destruídos, enquanto O tivermos como nossa porção. “A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto esperarei nele” (Lamentações 3:24). Se somos piedosos, sofreremos perseguição, mas não seremos abandonados. Seremos atormentados, mas não seremos derrotados. Poderemos ser rejeitados, mas não seremos destruídos. Como pode ocorrer tudo isto? Isso ocorre porque Deus está vivo em nós! Unicamente através de provações da nossa fé, chegaremos algum dia a conhecê-Lo como a verdadeira alegria, e o real deleite da vida.

Podemos suportar estas dificuldades porque buscamos o Pai e encontramos amor, enquanto Ele nos corrige. A disciplina não vem apenas da Sua justiça; a misericórdia é a vara com a qual Ele nos limpa. “Não beberei o cálice que o Pai me deu?” (João 18:11). Somos capacitados a pegar esse cálice amargo, porque a fé nos assegura que ele está nas mãos de um Pai misericordioso e onisciente, que está segurando o outro lado dele.

Este Pai que se apieda dos filhos, tem a misericórdia suficiente para inverter este cálice amargo, tornando-o para o nosso bem. “Aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade” (Hebreus 12:10).

Por que deveremos nos sentir aflitos quando Deus nos está levando à uma maior humildade, a desprezo pelo mundo, e à confiança nEle? Por que ficaremos inquietos e infelizes, havendo Ele aguardado por tanto tempo para que colocássemos o desejo de nosso coração unicamente nEle? Porque nosso Deus santo, que corrige, é também um Pai celestial amoroso! Podemos beber do cálice do sofrimento e afirmar com o salmista: “Provai, e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nele se refugia” (Salmo 34:8).

Se o nosso Pai permite aflição temporária para nos tornar preparados para a glória eterna, há uma fonte de alegria sendo impulsionada através das lágrimas. “Pois a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação” (2 Coríntios 4:17).

“BEM-AVENTURADOS OS QUE CHORAM, PORQUE ELES SERÃO CONSOLADOS” (Mateus 5:4). Uma concepção errada em relação à alegria é a seguinte: considerando que Cristo promete abençoar os que sofrem a dor do pecado, como poderemos nos alegrar? Sofrer a dor do pecado, é a única porta para o arrependimento devido ao pecado; e reclamar disso naturalmente é nos isolar da retidão. Enquanto estávamos fora de Cristo, não tínhamos nada para nos consolar, nada para responder ao terror da lei, nada para enfrentar as acusações da consciência, nada para nos proteger do julgamento e do inferno.

Devido ao fato de negligentemente termos merecido o salário do pecado, o que mais podemos fazer senão clamar a Deus com lágrimas vigorosas e com súplicas? A Sua primeira ação dentro da conversão, é nos colocar fora do paraíso dos tolos, onde há alegria e deleite por qualquer coisa, e por tudo, menos por Cristo. Assim, requer-se uma humilhante contrição do coração para mortificar o excitante gosto do pecado. Valem a pena as longas horas de dor e choro, quando podemos apreciar a curadora graça de Cristo, mais do que todos os prazeres e recompensas que o mundo dá de forma tão atraente.

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A postura mais perigosa do mundo é a do homem que entende estar perdido – correndo risco de condenação, e contudo não sente pesar pelo pecado. Mas para a pessoa que sofre em ardente arrependimento, a alegria está sendo preparada! Deus está pronto para curar assim que a nossa necessidade nos leva ao trono de graça. “Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito, e também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o coração dos contritos. Não contenderei para sempre, nem continuamente me indignarei, pois o espírito do homem se enfraqueceria perante a minha face, o fôlego do homem que eu criei. Por causa da iníqua avareza me indignei; eu o castiguei, e escondi a minha face, indignei-me, mas, rebelde, seguiu ele o caminho [desviou-se] do seu coração” (Isaías 57: 15-17). Mas aí o Senhor acrescenta: “Eu vi os seus caminhos, mas o sararei; eu o guiarei, e lhe tornarei a dar consolo” (v. 18).

Está evidente porquê o pranto pelo pecado contém uma semente de alegria: o cristão humilde fica feliz que seu coração ainda possa ser quebrantado por causa do pecado! Uma hora de arrependimento sincero, de perscrutação da alma, significa mais para ele do que muitas noites de excitante diversão; ele não trocaria a consolação da mão corretiva de Deus, por todo divertimento do mundo. Ele até prefere sentir o gosto das lágrimas amargas do arrependimento – que mortificam o pecado, junto com o precioso aprisionamento do amor de Cristo – ao destaque que o mundo poderia lhe oferecer. Sermos capazes de sentir dor, por termos produzido dor em Deus, é parte do requisito para nos deleitarmos nEle.

Um crente penitente e quebrantado, não quer trocar de lugar com o ímpio de maior sucesso e prestígio. E esta preferência, é a prova de que uma alegria inquebrantável forma a essência do nosso ser. Não se trata de perfeita alegria no Senhor, ainda não – não pelo menos até que nos céus conheçamos este tipo de glória – mas é uma alegria que se mescla ao pesar, com gemidos inexprimíveis. Em Cristo, o próprio arrependimento genuíno é uma alegria indizível e gloriosa.

II. Convença-Se de que a Alegria é Necessária

A menos que O amemos, e O desejemos mais do que a qualquer outra coisa, Ele não é o nosso Deus. Quer o mundo se desmorone ou não, quer percamos ou conservemos tudo e todos que nos são preciosos, o próprio Deus continua sendo a fonte de nossa satisfação! “Deleita-te no Senhor, e ele te concederá os desejos do teu coração” (Salmo 37:4).

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O nosso coração, contudo, não será íntegro enquanto não formos tão arrebatados por amor e louvor pelo Redentor, que nem pensamos se somos ricos ou pobres, famosos ou desconhecidos. Somente quando nos despojamos de todos os trajes naturais, e avaliamos um Cristo desnudado (razão suficiente para haver alegria), é que efetivamente O amamos de todo coração. “Puseste no meu coração mais alegria do que a deles no tempo em que se lhes multiplicam o seu trigo e o seu vinho” (Salmo 4:7). Este tipo de devoção a Deus nos libera a perder todas as demais coisas, e ainda termos o que desejamos mais. “Por quem sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como refugo, para que possa ganhar a Cristo” (Filip. 3:8). Paulo escreveu uma continuação para este “espólio dos bens” que o mundo não consegue interpretar: “Sabendo que tendes possessão superior e permanente” (Hebreus 10:34).

Uma vez estabelecida esta alegria divina, ancorada por Deus em nossos corações, ela se torna um suporte sólido em tempos de dor, pobreza e desgraças. Nada pode superar nossa alegria então. “O vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém poderá tirar” (João 16:22). Deus criou um lugar em Seus filhos para a alegria. Este lugar será preenchido por algo, seja pelas diversões e coisas secundárias das conquistas do mundo, pelo acumular delas, ou então pelas coisas celestiais do Criador. Considerando que o amor do prazer sensual forma a raíz do pecado, sempre haverá desejos carnais que nos atrairão para longe de Deus. “Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência” (Tiago 1:14).

Esta inclinação para a gratificação da carne é a queda da igreja de hoje. Sabendo que este tipo de necessidade nasceu, se multiplicou em nós, e se impregnou profundamente em nossa natureza – ele não sai sem luta. Por exemplo, se resolvemos alimentar as necessidades de poder e de prestígio, ainda que apenas com migalhas imperceptíveis de orgulho de cada vez, elas ficarão tão fortes que rapidamente unirão a nossa alma a píncaros profanos de prazer sensual. Por isso, então, a fim de não ficarmos atados à servidão da carne, podemos nos direcionar á uma superior alegria, do mesmo jeito que um prego maior penetra a madeira, e expulsa o menor.

Enquanto a natureza pecaminosa ama o prazer mais do que o “Cristo desnudado”, a nova natureza do homem torna Deus seu grande galardão insuperável, e favorece as coisas do Espírito. “Os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito, para as coisas do Espírito” (Romanos 8:5). Assim como paramos de gostar de bolotas quando experimentamos pão de trigo fresco, os apetites carnais morrem um pouco de cada vez, à medida que vamos possuindo tesouros incorruptíveis em Cristo.

Quando a nossa alegria pressiona para o alto, para o alvo celestial de ser o prazer de Deus, ela esvazia a parte mais indesejável da satisfação aqui coletada. O contentamento sensual, insignificante, se torna leve comparado à alegria do cristão em Cristo. Uma vez tendo conhecido o maná oculto de Deus, então o alho, a cebola e os caldeirões carnais do Egito nos causam repugnância. “Em ti nos regozijaremos e nos alegraremos; do teu amor nos lembraremos, mais do que do vinho” (Cantares 1:4). A alegria em Deus expulsa o deleite carnal, assim como o brilho do sol turva o fogo!

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Além disso, “A alegria do Senhor é a vossa força” (Neemias 8:10). A alegria nos eleva à uma vida de santidade. Muitas vezes sentimos apatia natural e embotamento ao pensar em servir a Deus. E essa apatia pode ser vencida unicamente pela introdução do deleite nEle, algo que age de modo tão suave quanto o óleo derramado sobre rodas desativadas.

III. Pratique a Alegria Sempre

“Regozijai-vos no Senhor, vós, os justos; aos retos convém o louvor” (Salmo 33:1). Aqueles que tiveram uma nova e divina natureza colocada neles pelo Deus Todo-Poderoso, não se satisfazem mais com as coisas do mundo. Quando a nossa nova natureza se mantém voltando-se para o Pai, podemos sair dos prazeres carnais, deixando-os como cascas para que os porcos se alimentem deles. “…para que…vos torneis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo” (2 Pedro 1:4). Uma transformação do coração, então, implica também numa mudança de desejo. Um coração puro conforme Deus, deseja o que Ele deseja.

A nossa própria vida precisa ser mudada. Obediência santa exprime o belo fruto da alegria todas as vezes. “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor. Tenho-vos dito isto para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa” (João 15:10,11). O andar no temor de Deus e na consolação divina, então, torna-os braços inseparáveis do amor divino: “… andando no temor do Senhor e consolação do Espírito Santo” (Atos 9:31). A vida com Deus é a única vida serena: “Ora, a nossa glória é esta: O testemunho da nossa consciência, de que com simplicidade e sinceridade de Deus, não com sabedoria carnal, mas na graça de Deus, temos vivido (nos conduzido) no mundo” (2 Coríntios 1:12).

Se caimos em pecado que nos separa da paz de Deus, então nossa alegria nEle sofre um dano terrível. O coração terno que palpita pelo contínuo carinho de Deus, não pode fazer pouco caso do pecado que rompe esta acarinhada comunhão.

E eis um lado prático do regozijo: ele não pode se sustentar a menos que seja continuamente exercitado. Se formos negligentes com essa grande porção da salvação de Deus em nós, ela murchará, ficará incapaz, e muito indolente para entoar canções de amor para Cristo. Mas através do uso constante, nós a mantemos e fazemos crescer até que se torne finalmente a fibra mais vigorosa da alma – fibra que voluntariamente se torna capaz de controlar qualquer outra afeição.

À multidão que ouvia a mensagem de arrependimento dada por João Batista foi dito “vós escolhestes alegrar-vos por algum tempo com a sua luz” (Jo. 5:35). E os do solo pedregoso da parábola de Jesus, ouvem a palavra, “a recebem com alegria…crêem por algum tempo, e na hora da provação se desviam” (Lucas 8:13).

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Devido ao fato de o regozijo na bondade de Deus poder ser governado pelas fraquezas malignas da carne, precisamos fazer com que ele crie firmes raízes em nossa vontade, e o alimentemos com uso constante, para que cresça e floresça até que vejamos Cristo – e para depois disto!

Agora é a hora para se reconsiderar algo que já mencionei. O pecado invade e maltrata o nosso espírito, até ao ponto em que a alegria luta para sobreviver à consequência turbulenta da dor. Davi entendeu por experiência própria, como o pecado torna nebulosa a face de Deus, e absorve a alegria. “Enquanto me calei, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido o dia todo. Pois de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio” (Salmo 32:3,4). “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção” (Efésios 4:30).

Os Pecados da Língua Traem Aquilo Que Está Profundamente Oculto no Coração

Veja a declaração persuasiva de Paulo sobre o entristecer o Espírito Santo: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação” (Ef. 4: 29). Os pecados da língua traem aquilo que está profundamente oculto no coração, e inexiste conversa esperta, emprestada do mundo, que valha o corte do fluxo de alegria que vai e que vem de nosso santo Pai. “Nem torpeza, nem conversa tola, nem chocarrices, que não convêm, mas antes ações de graças” (Efésios 5:4).

Quando cedemos à raiva impulsiva, à discussões e à sementes microscópicas de inveja e vingança, permitimos que pequenas palavras se transformem em furiosas destruidoras da alegria em Deus. Qualquer forma de conversa vã, então, seja ela uma cólera habilmente colocada, ou de forma explosiva, ou a mínima insinuação de um apetite sexual invasivo, é um ato criminoso, que deve ser conquistado e eliminado para que não tenhamos de conviver com uma consciência cauterizada e adormecida.

Mas, e se já tivermos ferido a consciência? Devido à misericórdia de Deus, não temos de continuar presos à esta dor para sempre. Primeiro devemos nos humilhar e arrepender, renovar a fé em Cristo Jesus, aceitar o perdão, e permitir que Sua graça nos livre da desolação. Por haver Deus nos dado o dom do arrependimento, podemos crer nEle para nos restaurar a alegria de Sua salvação, para que o nosso coração quebrantado possa ser renovado, nos tornando novamente íntegros. “Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário” (Salmo 51:12).

Deus está pronto para receber penitentes que se desviaram, que confessam o pecado e desejam ardentemente voltar para Ele: “Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri. Disse: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a culpa do meu pecado” (Salmo 32:5).

por: David Wilkerson

Publicado com permissão de:
World Challenge, Inc.
PO Box 260
Lindale, TX 75771
www.worldchallenge.org 

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