O exercício do amor ao próximo cobra sacrifícios diferentes para cada pessoa, e um empresário resolveu vender sua própria casa para que o dinheiro fosse usado de forma a estruturar um projeto social sustentável que atendesse refugiados.

O empresário Luís Cláudio Corsini concedeu uma entrevista ao programa Noite e Cia, da Rede Super de Televisão, explicando porque se sentiu compelido a se desfazer de um imóvel para comprar um hotel fazenda e abrigar pessoas que vêm ao Brasil em busca de refúgio.

“Eu acho que todo ser humano tem uma busca. Esse entendimento simplifica a nossa existência, por entender o plano do Criador, Deus e o projeto de reino d’Ele. Às vezes a gente está dentro do sistema e somos absorvidos por tantas coisas que passamos a não perceber como a Palavra pode nos transformar, ter um entendimento maior, criar uma consciência dentro do caráter de Cristo para que a gente possa realmente servir, o que é algo tão simples”, comentou.

De acordo com Corsini, sua iniciativa surgiu depois de alcançar a compreensão de como é que Deus espera que coloquemos sua Palavra em prática: “O convite de Deus é para que a gente sirva e possa amar as pessoas, praticar o amor d’Ele”, resumiu.

Projeto

Quando tomou a decisão, Corsini encontrou um espaço que poderia atender as necessidades de seu projeto de assistência humanitária: “Há cinco anos eu tive uma experiência que fez uma nova formatação de como eu estava enxergando o mundo e foi tudo pautado no resultado de uma experiência que falava para não negar a Cristo”, explicou.

“Eu não era uma pessoa que frequentava nenhum tipo de ambiente religioso e a partir dessa experiência eu comecei a estudar. Eu tive quatro dias de um momento muito pessoal com Deus, onde eu comecei a ter algumas revelações em sonhos. Havia um questionamento pessoal de como eu estava vivendo dentro do sistema. Voltado só para a minha família, filhos, o padrão da gente buscar cuidar da própria vida e isso não me satisfazia”, contou.

O empresário revelou que sempre teve sucesso profissional e que se sentiu em paz para levar a ideia adiante: “Minha formação é de engenheiro civil e depois que eu saí do ambiente da engenharia, realizei o sonho de ter uma produtora, um estúdio de gravação, e abrindo o estúdio tive clientes que são muito queridos por mim. Eu me desfiz desse projeto. Morei com meus pais e com o falecimento da minha mãe, essa casa ficou pra mim. Eu construí o estúdio e ampliei as instalações, mas eu realmente tive um chamado”, comentou.

Agora, colocando em prática a ideia de amor ao próximo, Corsini conta que “o convite [de Deus] existe a todo momento para todos nós”, porém, há ruídos que impedem de ouvi-lo: “Você não percebe essa comunicação do Pai. Eu brinco que a metade das pessoas que me conheciam dizem que eu fiquei louco e a outra metade tem certeza”, pontuou.

“Parece loucura, mas é isso mesmo, vendi minha casa e comprei esse hotel desativado para desenvolver um projeto que vai ajudar os imigrantes e refugiados”, disse o empresário, em outra entrevista, concedida ao portal O Tempo.

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