“Não sinto falta de igreja” afirma Carol Celico

Ex-membro ilustre da Igreja Renascer, Caroline Celico, a esposa do jogador Kaká, diz que não pretende fazer parte de nenhuma denominação, por enquanto. Não faz planos como cantora, mas continua atuante em seu ministério de aconselhamento via site e redes sociais
Pelo tom das afirmações de Caroline Celico, a esposa de Kaká, um dos mais bem-sucedidos jogadores de futebo

l da atualidade, o casal-modelo, que, por muitos anos, foi membro ilustre da Igreja Renascer em Cristo, não voltará tão cedo a integrar uma nova denominação. Aos 24 anos, a bela jovem, mãe de dois filhos com o jogador, em suas entrevistas na mídia evangélica e secular garante que não sente falta de ir à igreja.

Em uma de suas passagens pelo Brasil – atualmente ela mora em Madri (Espanha), onde Kaká joga pelo Real Madri – divulgou o seu CD e DVD lançado pela Universal Music em julho de 2011, e deu várias entrevistas nas quais, é claro, foi abordada a respeito da sua saída da denominação comandada pela bispa Sônia e o apóstolo Estevam Hernandes. Apesar dos alardes da mídia, nem Carol nem Kaká deram detalhes ou declarações bombásticas a respeito dos motivos que os fizeram se desligar da igreja.

Em uma conversa com a revista Exibir Gospel, nos bastidores de um show promovido pela Rádio Vida FM no Credicard Hall, em São Paulo, no feriado de 2 de Novembro – ela foi prestigiar os irmãos Mariana e André Valadão (ele faz uma participação especial em seu CD) – reclamou que a mídia nunca divulga o que ela fala de bom: “Tenho o maior carinho pelos meus ex-líderes, pela Renascer, pelo povo que está lá. Passei um tempo muito bom na igreja”, diz.

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No entanto, é de se estranhar que ela, que chegou a ser consagrada pastora, não tenha vontade de congregar. Carol afirma que hoje, a sua igreja é a sua família – a sua prioridade, depois de Deus. Tanto que a esposa de Kaká se recusa a fazer apresentações Brasil afora porque não abre mão de estar ao lado do marido e dos filhos – Luca e Isabella. Ela até já declarou que cantar não é o seu grande propósito, que não é cantora gospel, mas mesmo longe de um púlpito ou dos microfones, Carol Celico defende o seu ministério, fazendo aconselhamentos pelo seu site oficial, respondendo e-mails e por meio das redes sociais.

Ela também fala, eufórica, sobre um projeto, chamado Amor Horizontal, para angariar recursos para entidades assistenciais.
Exibir Gospel – Como surgiu a proposta de lançar um CD pela Universal Music?

Caroline Celico – Antes de ser lançado oficialmente pela Universal, as músicas ficaram um ano disponível no site www.carolcelico.com. Em três meses, foram 1,3 milhão de downloads e, em um ano, sem divulgação, tivemos dois milhões de downloads. Por isso, veio a proposta da gravadora. Tudo o que estou ganhando com as vendas vou reverter para instituições assistenciais em um projeto meu, que ainda é um embriãozinho, mas pretendo lançar o mais rápido possível, chama-se Amor Horizontal.

EG – Fale mais sobre esse projeto Amor Horizontal, como ele vai funcionar?

Carol – A proposta é doar alimentos, saúde, higiene e educação para crianças. Muita gente quer ajudar o Reino de Deus, contribuir, mas as pessoas, infelizmente, não sabem como, ou se sentem constrangidas ou então têm medo d

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e doar o dinheiro e não ser bem aplicado. O Amor Horizontal vai funcionar em uma plataforma da Internet. A ideia é que, ao comprar um produto, o dinheiro seja direcionado diretamente para uma instituição. Vamos fazer uma triagem, visitá-las e então cadastrá-las.

EG – Para que tipo de público é o seu CD? Você já afirmou em outras entrevistas que não se trata de CD gospel, mas pop.

Carol – É um CD família. São dez músicas, sendo sete regravações e três composições novas: uma que o Kaká fez para mim quando casamos, “Presente de Deus”, “Mesma luz”, que eu canto com a Claudia Leitte, e “Fruto do amor”, que fiz para o meu filho. Não é um trabalho gospel, é pop e alcança, principalmente, quem tem preconceito com este segmento evangélico.

EG – Você não pensa em fazer shows?

Carol – Em primeiro lugar, sou esposa e mãe, e se eu não conseguir administrar esse meu ministério perfeitamente, não vou fazer nada mais. Estou ao lado do meu marido, tenho de ir para onde ele for. Não posso fazer show e deixá-lo do outro lado do mundo sem esposa e filhos. A minha família é o meu principal ministério.

EG – Então como você exercita o seu ministério pastoral?
EG – Já se passou um ano desde que você e o Kaká se desligaram da Renascer. Você não sente falta de fazer parte de uma igreja, de congregar?Carol – Tenho respondido muitos e-mails pelo meu site. Escrevo textos mensalmente no meu blog, gravo várias mensagens sobre a Palavra e ainda quero criar outras estratégias para falar do amor de Deus. O meu ministério atualmente é constituído por alguns pilares, como a humildade, o respeito e amor ao próximo e o perdão que veio pelo sangue de Jesus. O meu propósito é transmitir a Graça e a misericórdia de Deus. A gente não pode falar do pecado de alguém, sendo que nós mesmos somos pecadores. Eu me vejo como uma pessoa que erra, que tenta acertar, mas erra. Então não posso achar que uma pessoa que também está errando, que matou, roubou, que o pecado dela é maior do que o meu.

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Carol – É um assunto delicado, principalmente para falar com um público cristão. Eu passei um tempo muito bom na igreja. Sempre falo isso nas entrevistas que dou, mas ninguém publica. Infelizmente, os veículos de comunicação não colocam aquilo que eu falo de bom, só o que é pejorativo. Tenho o maior carinho pelos meus ex-líderes, pela Renascer, pelo povo que está lá. Passei um tempo muito bom na igreja, aprendi muita coisa boa, aprendi o que devo e não devo fazer, assim como aprendo com os meu pais todos os dias, com o meu marido. Isso edifica a gente, é aprender com os erros e acertos dos outros. Eu incentivo as pessoas a estarem em uma igreja, sim, num lugar onde elas se sintam bem. Mas hoje eu não sinto falta de congregar porque a minha igreja é a minha família, são os meus amigos.

EG – Então, não faz parte dos seus planos fazer parte de qualquer denominação?

Carol – Eu não sinto falta de fazer parte de uma igreja. Não sei se vai ser pelo resto da minha vida assim, se é mais uma semana, mais 10 anos, um mês. Não posso falar que nunca mais vou pertencer a uma igreja, mas hoje é a postura que eu tenho e estou feliz e em paz assim. Acredito em autoridades, mas quando a gente…. não vou nem entrar em autoridade com você.

Revista Exibir Gospel / Portal Padom

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