José Lasmar de Andrade Almeida, 36, o “Pastor Lasmar”, está foragido da Justiça. Ele é procurado por ser o autor confesso do assassinato da ex-esposa dele, a professora Rocicleide de Araújo Silva, 36, morta por estrangulamento no dia 5 de maio deste ano em Manaus e jogada em um rio. Lasmar é pastor, empresário e ex-candidato a vereador de Iranduba. Ele confessou o crime à polícia.

Os familiares de Rocicleide foram às ruas pedir a prisão de Lasmar. “É uma dor muito grande e queremos justiça. A minha filha não merecia, ela tinha um filho para criar”, lamentou a mãe da vítima, Rocicleia Araújo, 56. Tanto os pais como irmãos, tios e primos foram para frente do Fórum Ministro Henoch Reis protestar e pedir a prisão de Lasmar.

O delegado Torquato Mozer, responsável pelo inquérito do caso, esclareceu a situação do acusado. “Quando aconteceu o crime, era tratado como desaparecimento. Passaram quatro, cinco dias e apareceu o corpo dela. A partir daí houve a tese de homicídio e iríamos começar a ouvir os familiares, quando o pastor se apresentou espontaneamente. Ele prestou depoimento e confessou, mas tinha se passado um longo tempo do crime, e não havia mais flagrante. Ele não poderia ser preso sem mandado. Então foi pedida a prisão preventiva dele”, explicou Mozer.

Após a Justiça decretar a prisão de Lasmar, o acusado não foi mais encontrado e passou a ser considerado foragido. “Agora ele sumiu, a gente não sabe paradeiro, não sabe nada”, disse a prima da vítima, Rosilene Queiroz Nogueira, 28, também presente na manifestação. Segundo ela, a vítima e o autor viveram por oito anos um relacionamento conturbado, com ciúmes e agressões dele contra a professora. “Inclusive ela estava com uma medida protetiva contra ele”, disse.

Matou e jogou o corpo

Assassinada no dia 5 de maio, o corpo da professora foi encontrado dois dias depois, 7 de maio, boiando e preso a uma árvore em uma área de várzea às margens do rio Ariaú, na zona rural do município de Iranduba, em uma comunidade no Km 37 da rodovia AM-010. O corpo dela tinha sinais de estrangulamento e estava com uma corda amarrada no pescoço, e foi localizado por pescadores que navegavam pelo rio.

“No dia do crime, ela estava na residência dela. Uma testemunha falou que começou uma briga por volta das 9h e às 11h30 parou. Aí ela não foi mais vista”, disse a prima da vítima, Rosilene. “Ele matou ela, desceu as escadas, a pôs no porta-malas e ainda foi buscar o enteado na escola com a mãe morta dentro do carro. Depois jogou o corpo da ponte do Ariaú. Ele confessou isso. O cabelo dela estava cortado e o rosto quebrado”, contou.

Após matar, “Pastor Lasmar” ainda tentou enganar os parentes da vítima, segundo os familiares. “Ele mandou uma mensagem para a irmã dela, se passando pela Rocicleide e falando que ela ia a Manacapuru vender um apartamento, e que era para ela ficar com o filho (enteado). Ele queria que a gente não encontrasse o corpo dela, porque (o corpo) ia descer no rio. Mas o perito falou que o pé dela prendeu numa árvore. Foi quando o pescador achou e segurou”, falou outra prima, Dirlene Lima, 29.

Motivado por dinheiro

Em depoimento, Lasmar disse o motivo do crime foi ciúmes, mas a família contesta a versão. “Ele queria a casa. Ela vendeu uma picape dela e deu uma parte pra ele. Quando foi para vender um caminhão, ele fugiu com o dinheiro. Não sei o que aconteceu e ele voltou para casa. Depois de cinco ou sete dias fez isso com ela. Então acredito que foi por dinheiro, por ganância”, falou Rocicleia, a prima.

Além disso, há também uma disputa por um imóvel, uma vila de casas alugadas na rua Maravilha, bairro Cidade de Deus, Zona Norte da capital. “Um primo dele está ligando, falando que já comprou a residência e está indo receber os alugueis, se passando como dono, sendo que a casa está no nome do meu tio. Ele ameaça os inquilinos. O carro também está no nome dela, mas está com ele”, também relatou a prima.

Foragido

Quem souber informações sobre José Lasmar de Andrade Almeida, 36, o “Pastor Lasmar”, pode entrar em contato com a polícia através do Disque 190 ou o Disque Denúncia 181 da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).

Fonte: A Critica

COMPARTILHE

Deixe seu comentário!