Pastor é morto com tiro na cara em posto de gasolina

O pastor e segurança Luciano Henrique Jesus de Oliveira, 35, foi executado com um tiro no rosto na noite de anteontem na loja de conveniência de um posto de combustíveis no Jardim Itatinga, em Campinas. Nada foi roubado.

Um homem de capacete fechado e jaqueta preta entrou na lanchonete com um revólver na mão e mandou a vítima, que trabalhava como segurança do local, ir para o fundo, atirando à queima-roupa na cara de Oliveira, que morreu na hora.

O pastor não estava armado. Duas balconistas, de 40 e 21 anos, também estavam na lanchonete no momento do crime.

As imagens da câmera de segurança mostram que Oliveira conversava com as funcionárias quando o homem abriu a porta. A execução aconteceu pouco antes das 23h30. O caso foi registrado como homicídio simples e é investigado pelo 6° DP (Distrito Policial), responsável pela área. O posto fica na Rua Eldorado. Ninguém do estabelecimento quis falar sobre o caso.

Segundo a perícia, que apreendeu um projétil, a bala perfurou a entrada da parte inferior do olho esquerdo, “transfixando a região acima da nuca da vítima”, conforme relatado no boletim de ocorrência.

Pastor da igreja Assembleia de Deus em Família, no Parque Taquaral, há seis anos, Oliveira fazia bico como segurança no local do crime desde o fim de 2016. “Era um bico, fazia cerca de três, quatro meses. Ele dizia que gostava de lá, que era um trabalho tranquilo“, contou a doméstica G.F., 29, ex-mulher da vítima. Eles têm duas filhas, de 7 e 9 anos.

O casal estava separado havia cerca de dois anos. A doméstica afirma que sempre teve boa relação com ele. “Ele vinha todo dia ver nossas filhas. Jantava com a gente, deitava, brincava com as crianças, era uma pessoa muito fácil de lidar” afirmou.

Ela diz que o ex-marido não tinha desafetos. “Ele era pastor, muito querido, todo mundo gostava dele, ligavam para ele para pedir oração, era uma pessoa de bem“, afirmou.

A ex-mulher da vítima diz que as crianças estão sofrendo com a morte do pai. “Elas estão bem abaladas, mas estamos dando força e a família dele está apoiando bastante também.”

A doméstica Jaciara da Silva, 27, frequentava os cultos de Oliveira há anos. “Ele sempre foi um homem de família. Ganhou todos da minha família. Sem palavras para descrever um coração daquele tamanho.”

Jaciara acha que a vítima era invejada. “Ele era invejado por ser amigo de todos, compreensivo, amado por todos. Era realmente um anjo enviado por Deus, a qualquer hora ele ia”. Ela afirmou também que não conhece desafeto ou quem não gostasse do segurança.
Oliveira não tinha passagem pela polícia.

A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que o 6° DP de Campinas instaurou inquérito policial para investigar o caso e solicitou assessoramento do SHPP (Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa).

“Os policiais estão em busca de câmeras para que as imagens ajudem na identificação dos autores“, finaliza a nota.

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