A Páscoa é uma festividade religiosa e um feriado que celebra a ressurreição de Jesus Cristo ocorrida três dias depois da sua crucificação no Calvário, conforme relato do Novo Testamento da Bíblia. Mas alguns historiadores e estudiosos da etimologia dizem que o termo é bem mais antigo e faz referência à libertação do povo de Israel do Egito, passagem citada no Velho Testamento.

Nas línguas de origem grega e latina, o nome utilizado para Páscoa é derivado do grego ????? (Pascha), termo utilizado originalmente para designar um festival judaico que comemora o Êxodo e conhecido em português como Páscoa Judaica. Essa versão foi enfatizada pelo pastor Sergio Damaceno, da 1ª Igreja Batista de Cajazeiras.

Segundo ele, primeiramente a Páscoa comemora a libertação do povo de Israel do Egito, tendo como elementos simbólicos o carneiro assado, que representa o sacrifício da libertação; as ervas amargas, que são o sofrimento do povo de Israel; e os pães asmos (feitos sem fermento). Jesus, por sua vez, introduziu dois novos elementos à Páscoa: o pão comum, que simboliza o corpo de Cristo; e o vinho como sendo o sangue de Cristo.
Apesar de reconhecer a Páscoa como uma celebração bem mais antiga que os eventos da morte e ressurreição de Cristo, pastor Sergio explica que para os evangélicos, assim como para os católicos, a Páscoa do Novo Testamento é o tempo de lembrar o sacrifício de Jesus pela humanidade.

“Para os evangélicos, comemorar a Páscoa nada mais é do que lembrar o que Jesus fez na cruz, morrendo a nossa morte para que pudéssemos viver a sua vida, derramando o sangue dele para que nossos pecados fossem perdoados e perdoando todos aqueles que creem nele e creem naquilo que ele fez. O que legitimou o cristianismo foi a ressurreição de Jesus Cristo, por isso os evangélicos comemoram a Páscoa. Até que Jesus volte, nós estaremos comemorando sempre a Páscoa”, diz o líder.

Pastor Sérgio ressaltou também a visão evangélica protestante que questiona a santidade de outras pessoas atribuídas pelo Vaticano. “Você pode achar muitas outras pessoas amáveis e reconhecê-las como santas, mas o único santo que morreu na cruz para nos salvar foi Jesus Cristo.”

Dois cultos fazem parte da programação da 1ª Igreja Batista de Cajazeiras no domingo de Páscoa. O primeiro é o Culto da Ressurreição, que acontece pela manhã após um café da manhã com elementos temáticos; e o segundo é o culto normal de celebração.

Diário do Sertão

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