Uma mulher morreu nesta terça-feira (28) em um hospital da Nicarágua após não suportar as queimaduras em todo o corpo após ter sido jogada em uma fogueira por um grupo religioso que acreditava que ela estava “possuída”, informaram seus familiares.

A mulher, identificada como Vilma Trujillo García, de 25 anos, foi amarrada e jogada em uma fogueira na quinta-feira passada. Segundo relatos de familiares e grupos feministas aos jornais locais, Vilma foi retida e submetida a um ritual por Juan Gregorio Rocha Romero, que se fazia passar por pastor da Igreja da Assembleia de Deus.

O presidente da Assembleia de Deus, Rafael Arista, negou ao Canal 15 de Manágua que Rocha fosse membro de sua congregação e rejeitou qualquer vínculo com o crime.

O marido, Reynaldo Peralta, relatou que sua esposa foi despida, amarrada junto à fogueira, e posteriormente empurrada em direção à mesma.

A Polícia Nacional prendeu Juan Gregorio Rocha Romero e quatro supostos cúmplices, que são apontados como responsáveis pelo crime.

O incidente aconteceu na comunidade rural de El Cortezal, no município de Rosita, na Região Autônoma Caribe Norte (RACN), no nordeste da Nicarágua.

A mulher chegou a ser transferida para um hospital na capital Manágua, mas com poucas chances de continuar viva, afirmou Peralta. Vilma era mãe de duas meninas, de acordo com seu marido.

G1

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