terapiadecasalAlguns acontecimentos estressantes na vida do casal geram crises: adaptação nos primeiros dois anos de casamento, nascimento de filhos, desemprego, enfermidades, interferência constante da família de origem e aposentadoria, entre outros.

Passar por essas crises, é comum à maioria dos casais. Muitos conseguem manter o diálogo aberto e, embora sofrendo com alguma intensidade por causa da crise, resolvem dentro de algum tempo o problema. Entretanto, muitos não obtém o mesmo êxito.

Aí está, então, determinada a diferença entre aqueles que precisam buscar ajuda de terceiro e aqueles que não precisam; sempre que um casal não consegue resolver seus conflitos sozinho, é sinal de que precisa de um mediador, que pode ser um pastor, conselheiro ou psicoterapeuta.

A revista Veja, de 1º de junho de 2005, trouxe um artigo muito interessante sobre esta questão. Ali alguns números estatísticos chamam atenção. Entre eles o de que a maior parte das separações, no Brasil, ocorre aos dois anos de casamento. E também de que, em média, as pessoas levam por 6 anos as brigas e discussões até irem à primeira sessão de terapia.

Ora, é preciso perguntar, quantas pessoas levam seis anos para procurar um médico especialista quando tem sintomas de alguma doença que está aparecendo em seu organismo?

Entre os dados estatísticos está, também, a triste realidade de que nem sempre a terapia funciona. E não funciona mesmo; é possível ver isto com clareza no próprio consultório psicológico. Por quê? Porque buscam ajuda quando o casamento está em estado muito grave.

Tal e qual alguém que procura tratamento para um câncer em estágio avançado – é preciso um milagre e, milagre, só Deus pode fazer.

Que diferença quando atendemos um casal em crise logo nos primeiros meses de casamento! Fica bem mais fácil tratar os desajustes, as mágoas, as diferenças individuais e divergências porque não há acúmulo de desafetos, desrespeito e o amor ainda está forte.

Que diferença, também, quando o casal está comprometido com Deus! Podemos dizer, seguramente, que a maior causa de divórcio entre casais cristãos é por causa da dureza do coração – a Bíblia já diz isto.

Corações endurecidos para ser humilde, reconhecer seus próprios erros, para pedir perdão e perdoar, para saber ceder e reconhecer o valor do outro, para aceitar o outro no seu jeitinho de ser, para dar e receber amor e afeto.

Certamente se os casais cristãos praticassem os ensinamentos bíblicos com veracidade não estaria havendo tantos divórcios no meio evangélico. Certamente se os casais praticassem o amor descrito em 1 Coríntios 13, não haveria tantos divórcios.

Certamente se o Fruto do Espírito, conforme relatado em Gálatas 5.22,23, frutificasse em cada lar cristão, não haveria tantos conflitos, brigas, separações e sofrimento. A dureza do coração que não se quebranta à ação do Espírito, à vontade de Deus e à compreensão do que significa ser uma só carne para o Senhor, nosso Deus, é a causa dos muitos divórcios entre os crentes em Jesus.

É por estas questões que nem mesmo, e nem sempre, a terapia de casal tem pleno êxito. Ela funciona muito bem para aqueles que estão verdadeiramente dispostos a avaliar o casamento e a trabalhar para extirpar os cânceres, as feridas, as dores do relacionamento. E fazer isto requer maturidade espiritual, emocional e psicológica; de submissão ao Espírito.

Por: Elizabete Bifano
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