Tudo não passa de um aviso… Mateus 26 e 27

Era o início de mais uma sexta feira, mas não uma sexta feira comum…

No decorrer dessa sexta feira Ele, Jesus, estava ali, os avisando, os alertando, mostrando aqueles seus seguidores do que estava por vir… Tentando lhes revelar que na morte haveria esperança… Uma sexta feira que antecedia a Páscoa…

Tudo não passou de um aviso…

noticias-gospel-jesus-pascoa-avisoJesus alertava os discípulos repreendendo-os, quando os mesmos repreendiam uma mulher, que, não comum entre muitas outras, com suas economias investiu seu muito dinheiro na aquisição de um frasco de alabastro. Qual a utilidade? Derramar sobre a cabeça de seu Mestre, preparando o corpo do Senhor para Sepultura, sendo assim, lembrada por toda eternidade.

Tudo não passou de um aviso…

Jesus alertava os discípulos, quando naquele cenáculo, pré-preparado, partiu o Pão, rasgando-lhe como sinal de seu corpo… Com o cálice cheio do vinho, que representava o sangue sucumbido da vitória pré-dita na Cruz que lhe sobrevinha.

Tudo não passou de um aviso…

Jesus alertava os discípulos que haveria entre eles o traidor, que em troca de dinheiro (a saber, 30 moedas de prata, um salário mínimo de um trabalhador comum) entregaria seu Salvador, seu Mestre, aquele que os amou, aquele que nos amou, aquele que nos ama…

Tudo não passou de um aviso…

Jesus alertava os discípulos que o Pastor seria ferido, mas os mesmo não entendiam, questionavam, argumentavam… O canto do galo, que seria dado posteriormente, seria um alerta de que não há justos, de que não há heróis, de que não há quem não peque, de que não há quem não O negue em algum momento. O canto do galo seria dado o canto do galo é nos dado.

Tudo não passou de um aviso…

Jesus alertava os discípulos quando se distanciou dos mesmos privando-os de seu sofrimento de sua tristeza de sua angústia mortal, do sangue que verteu de seus poros e de suas lágrimas… Tudo não passou de um aviso quando eles, persistindo no sono em meio à vigília de oração, não puderam ouvir o que Deus ouvia a oração, a súplica de seu único Filho “Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas sim como tu queres”…

Tudo não passou de um aviso…

Jesus alertava os discípulos quando foram despertados pela terceira vez de seus sonos, ouvindo que era chegada a hora, ouviram também os passos firmes e determinado daqueles que armados com espada e varapaus se aproximavam… Aqueles que eram liderados por um que outra hora O seguia, um que outra hora comeu de seu prato, um que outra hora jurou amor eterno. Um que agora O beija no rosto… O beijo da traição, o beijo que também foi um aviso…

Tudo não passou de um aviso…

Jesus alertava os discípulos quando restaurava a orelha de um dos soldados que foi arrancada por um dos discípulos. Amarga ironia. Ferida aberta na face do soldado, mas que não doeu tanto quanto à dor do Mestre, vendo seus discípulos virando as costas para si e fugindo amedrontados deixando quem lhes avisara de tudo que estaria acontecendo. Não se lembraram do que foram avisados.

Tudo não passou de um aviso…

Jesus alertava os discípulos quando foi interrogado pelo chamado Sinédrio (supremo tribunal) e mesmo tendo falsas testemunhas que lhe acusara, em nada se achou por criminoso… Tudo isso assistido bem de perto por um dos seus, que, outra hora, lhe Jurou fidelidade até a morte, mas O negou diante de servos e servas, juramentando que não O conhecia… Três vezes foi o número suficiente de negação para que o canto do galo fizesse o lembrar de tudo o que lhe fora avisado anteriormente… Podemos conjecturar que o canto do galo foi também ouvido pelo Mestre, que com certeza sentiu a amargura das lágrimas de seu discípulo.

Tudo não passou de um aviso…

Jesus alertava os discípulos quando afirmando ser o Filho de Deus diante de seus acusadores assina sua sentença que já foi pré-assinada desde muito tempo… O traidor não entendendo essa sentença de morte se arrepende lançando as moedas da traição em direção ao templo… Isso também foi um aviso… Tudo não passou de um aviso quando o traidor cheio de remorso, sentimento diabólico, saiu a enforcar-se…

Tudo não passou de um aviso…

Jesus alertava os discípulos quando, depois de ser interrogado pelo governador, foi achado sem falta alguma, mas sendo apresentado como objeto de troca, contempla a multidão clamar pelo criminoso… Tudo não passou de um aviso… A mesma multidão que outra hora clamava Hosana agora clama Crucifica!!! Amarga ironia…

Tudo não passou de um aviso…

Jesus alertava os discípulos quando foi entregue aos soldados ouvindo que o sangue dele poderia recair sobre os acusadores e suas gerações, talvez, em um relance, também contempla o governador lavando suas mãos se declarando inocente do sangue desse justo… Pergunto: Há alguém inocente do sangue de Jesus?

Tudo não passou de um aviso…

Jesus alertava os discípulos quando foi zombado, escarnecido, humilhado. Ao ser vestido daquele manto escarlate e recebendo a coroa de espinho, recebia assim a afronta que havia de ser em cada um de nós… Ao ser esbofeteado, cuspido e espancado, também nos avisou do que podemos sofrer por tentar viver um cristianismo prático e absolutamente digno…

Tudo não passou de um aviso…

Jesus alertava os discípulos ao carregar aquela Cruz, uma Cruz pesada, uma Cruz que representava muitas outras cruzes. A Cruz deles, a sua cruz, a minha cruz a de todos nós. Chegando ao local determinado é dado início aquelas seis horas daquela sexta feira. Seis horas de muitos alertas, seis horas que antecediam um momento muito esperado e desejado.

Tudo não passou de um aviso…

Jesus alertava os discípulos quando suas mãos se estendiam para os cravos, mãos que pareciam desejar serem transpassadas… Pés que em momento algum labutaram contra o cravo que os rasgou, parece que o esperava, parece que o desejava… Cravos que seriam justamente cravados em cada um de nós, mas foi nEle para justiça nossa… Tudo não passou de um aviso, tudo não passou de uma prova de amor… Nos momentos em que foi desafiado a descer da Cruz, nos momentos que era indevidamente questionado sua divindade, Ele permaneceu… Por amor, por amor…

Tudo não passou de um aviso…

Jesus alertava os discípulos quando suas vestes foram partidas e sorteadas de forma desejável. Quando houve a rejeição do vinho com fel que foi levado a sua boca. Quando as escritas acima de sua cabeça foram colocadas de forma irônica, também era um aviso… Este é Jesus o Rei dos Judeus… Na realidade nos revelava Jesus Rei dos reis!!! Aleluia! O alerta estava quando Jesus suplicava o perdão para aqueles que praticavam tais obras sem entender os avisos dados por aquele que os amava…

Tudo não passou de um aviso…

Jesus alertava os discípulos quando revela um abandono surpreendente, uma atitude do Pai em aversão ao pecado, algo que revela-nos totalmente o quanto Jesus levou sobre si os nossos pecados. “Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?” O coração do Pai nesse momento é algo indescritível… Que amor, que amor, que amor…

Tudo não passou de um aviso…

Jesus alertava os discípulos de uma vez por todas quando decreta sua Obra consumada, Seu trabalho feito, a etapa da Sua missão cumprida. E digo uma etapa pelo fato de que tudo não passou de um aviso. O aviso de algo perfeito de um plano maravilhoso, totalmente harmonioso e libertador. O corpo de Jesus sendo levado para aquele sepulcro, não ficaria ali por muito tempo, mas tempo suficiente para que também pudesse servir de aviso. A ressurreição no domingo de Páscoa.

Tudo não passou de um aviso. O aviso de que Jesus é a Páscoa… O cordeiro pascoal.

Os alertas de Jesus moveram-se ao redor de uma data perfeita… A data onde o cordeiro era sacrificado e representava uma passagem (do hebraico Pessach) que significava a passagem do povo israelita do Egito para a terra prometida. (Exôdo 12) Esse fato promoveu então o estabelecimento de uma festa de comemoração da passagem, da libertação, a qual hoje desfrutamos.

1 Corintos 5: 7-8

“Livrem-se do fermento velho, para que sejam massa nova e sem fermento, como realmente são. Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado. Por isso, celebremos a festa, não com o fermento velho nem com o fermento da maldade e da perversidade, mas com os pães sem fermento, os pães da sinceridade e da verdade”.

Que o Senhor lhes abençoe..

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por: Pr. Rafael Ricardo Granetto

Portal Padom

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